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Não sei se acredito que pra cada porta que se fecha duas se abrem, já que isso nunca aconteceu aqui em casa. O que acredito é que, sim, às vezes as circunstâncias fazem escolhas em nosso lugar e que isso não é de todo ruim.

Perder qualquer coisa – um casaco, um lápis, um amor – é uma oportunidade para o novo, bom ou não. E, mais importante, perder é escolher quem ou o quê vai preencher o espaço.

Pode ser que a gente se acostume ao vazio, pode ser que a gente tente preenchê-lo. E com isso, pode ser que a gente descubra que nunca mais vai ter um igual. Pode ser que esse tenha sido mesmo, o melhor. Mas não desisto – e me recuso a acreditar nisso até dar uma dentada em cada mosquito desse mundo.

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eu, com cara de poderoso e minha nova coleira

eu, com cara de poderoso e minha nova coleira

Oi gente,

A Adri me deu o prêmio “sete coisas sobre mim”, estou super honrado! Como a Pinha tem bom coração mas não sabe de nada, resolvi escrever esse post.

Sete coisas sobre mim

1.  Eu protejo a Pinha, quando ela passa pelo ritual de auto-flagelação diário que ela chama “banho”: primeiro, eu mio até que ela abra a porta do box, para que ela saiba que não vou abandoná-la, por mais molhada que ela esteja (claro que entrar eu não entro!) – ela diz que morre de frio e vai arrancar meus bigodes fora qualquer dia desses, mas no fundo ela sabe que faço por bem. Além disso, eu ataco os monstros que ela chama de “roupa limpa”, derrubo no chão, rolo em cima até que eles não se mexam mais…já pensou que perigo se eu não fizesse isso? Logo depois que ela sai do box, eu entro e confiro tudo, pra ver se ela não deixou nenhuma parte do corpo lá. Isso mesmo, eu molho minhas patinhas pelo bem-estar dela!  Claro que todas essas ações são super mal-interpretadas, e ela diz que só faço isso porque sou mimado e gosto de tripudiar.

2. Eu fiz 4 meses agora dia primeiro! A Pinha não sabe o dia exato do meu nascimento (e eu não lembro), mas ela definiu que foi 1º de setembro, pelo tamanho que eu tinha quando eu a adotei. De presente, ela me deu alguns brinquedos, frango cozido e uma coleira nova, que eu já tratei de desfiar pra deixar no meu estilo punk.

3. Às vezes acho que a Pinha é minha mãe. Quando ela deita de barriga pra cima, eu deito em cima dela, ronrono, amasso pãozinho e fico babando até dormir. Ela achava super perturbador, mas já se acostumou…e parou de deitar com roupas que ela gosta!

4. Toda vez que vou pular (pra cima da cama, pra cadeira, etc) aviso, fazendo um “mmprip”, assim ela não se assusta.

5. Não dou a mínima pro aquário dela, só quando fico doidão de catnip.

6. Ao contrário de muitos gatos, eu não gosto de dormir nem na cabeça nem no travesseiro da Pinha: meu lugar é na altura dos joelhos dela…assim fico mais esperto, já que ela muda de posição a noite toda.

7. Eu adoro insetos! Aprendi com o Timão e Pumba: viscoso mas gostoso. Quando a Pinha não chega a tempo, eu saio comendo tudo, de formiga a joaninha. Ela fica apavorada!

Quero indicar a Brenda, dona da Lívia Fernanda do I/O gatos, e o Darwin, dono da Karina do Ronron do Gato, pra responderem. Adri, muito obrigada!

Hoje quem vai escrever esse diário sou eu. Como a Pinha sempre escreve sobre mim e coloca uma foto minha (geralmente comprometedora), resolvi escrever sobre ela (e sobre os maus tratos aos quais ela tem me submetido) e colocar uma foto tosca dela, pra variar. A foto ela vetou, mas EU NÃO SEREI CALADO.

A Pinha me privou de comida! Estou desde ontem sem um grão de ração, e há 6 horas sem uma gota de água. Eu mio, grito, faço protesto do lado do pote de ração e ameacei greve de fome (até perceber que já estou fazendo, involuntariamente) – e NADA.

Pela primeira vez aqueles neons mirrados do aquário dela parecem um bom petisco…olho e vejo 7 Whiskas Temptations azul-brilhante nadando. Ela que me aguarde, assim que eu descobrir um jeito de entrar lá, já eram. A Pinha diz que preciso fazer esse “jejum” porque hoje ela vai me levar pra castrar. Não sei o que é isso mas, como envolve ficar sem comida, eu desaprovo.

Vou chamar o IBAMA, a Globo e o Garfield, me aguardem.