Como eu mencionei lá no sobre, meu plano sempre foi adotar um gato adulto. Nunca tive um gatinho (minha mãe teve uma siamês, quando eu era bem pequena), e eu tinha medo de filhotes: de deixar muito tempo sozinho, de não saber educar direito, do modo “gato louco” que rola quando o belzebu encarna no bichano e nem exorcismo tira (eu sei que todo gato pira de vez em quando, mas com filhotes a frequência costuma ser bem maior).

brilhante ilustração de como saber quando o seu gato entrou no modo “gato louco”, do Cat vs Human

Só que aí veio o Ned – um nenê minúsculo de 600g, olhos ainda azuis e pouco mais de 40 dias. E agora ele tá crescendo, quase dobrou de peso. Os olhos já adotaram o tom castanho-dourado permanente. Por um lado, não vejo a hora de vê-lo adulto – de que tamanho ele será? será que vai ter aquele olhar sábio que só um gato adulto tem? – e por outro, a velocidade com que ele está crescendo me assusta e me faz querer que ele seja um filhote manhoso pra sempre.

Mas aí está a maior lição que aprendi convivendo com um gato: cada coisa a seu tempo, e você que deixe de ser neurótica.

“mãe, pára de filosofar e vai abrir o meu sachê…”

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Escolhendo o nome

outubro 31, 2012

Um nome curto, fácil e relativamente incomum pra gatos. Isso é o que eu queria pro Ned. Essas eram minhas exigências ao escolher um nome pra qualquer sexo de gato: substantivos, adjetivos, diminutivos e qualquer nome muito comprido foram sumariamente excluídos. Eu queria nome com cara de nome, e curto. De preferência, um nome que tivesse algum significado especial pra mim, de algum personagem que eu gosto.

A Song of Ice and Fire foi uma escolha meio óbvia, sendo o sexto livro da série uma das coisas que eu espero com mais afinco (junto com um aumento de 50% nas bolsas de doutorado e um chocolate que emagreça). Minha personagem favorita é a Arya Stark, e se eu tivesse adotado uma gata, provavelmente esse seria o nome dela. Apesar de ela ter tido um nome masculino ao longo da história (Arry), é um nome não muito bom e que parece demais com Harry (Príncipe ou Potter, à sua escolha). Outra coisa: nessa série não é incomum você passar a gostar de um personagem que odiava (pra alguns, Jaime Lannister, pra mim, Sandor Clegane), ou o contrário. O ideal, na minha opinião, é pegar alguém que já morreu – fica mais difícil o cara virar a casaca. Dos falecidos favoritos da série, destacam-se o Eddard (Ned) Stark, e o Jeor Mormont. Entre Ned e Jeor, fiquei com Ned.

Claro que eu não contava com a (falta de) astúcia do mundo de entender “Nerd”, quando digo Ned, mas até aí, nada é perfeito.

gato lendo a tormenta de espadas

Ned deitado na minha barriga colocando os orelhões na frente do livro, enquanto eu tento ler.

PS:. para quem nunca viu Game of Thrones (série da HBO) ou leu os livros, recomendo fortemente.